Serra Fina - Rumos: Roteiros para sua próxima aventura!
Serra Fina

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 Arquivos disponíveis:
Trekking pesado
Montanhismo moderado

País - Brasil - São Paulo Bookmark and Share

Serra Fina

Altitude Máxima: 2798 metros.

Altitude Mínima: 950 em Passa Quatro

Temporada ideal: Abril a Novembro

Outros locais do roteiro:

  • Pedra da Mina
  • Pico dos Três Estados
  • Pico do Capim Amarelo
  • Morro Cupim de Boi
  • Forma da obtenção dos dados:

    Traçado no Google Earth por Hilton Benke. Texto de Jhony Genvensis. Tracklogs e waypoints por Emilia Takahashi.

    Mais informações sobre este roteiro:


    A Travessia da Serra Fina é uma das mais difíceis do Sudeste do Brasil, seja por que atravessa várias montanhas, ou porque neste percurso quase não há água, obrigando você a carrega-la nas costas. Saiba mais...

    Dia I - Dia de muitas dúvidas

    A travessia da Serra Fina (percurso tradicional) começa na Fazenda Toca do Lobo, onde se pode deixar o carro sem custo algum. O início da trilha é a continuação da própria estrada que da acesso a fazenda. Anda-se por esta estrada por aproximadamente 15 Minutos(metade do tempo numa subida e o resto numa descida até chegar à um riozinho).

    No final da estrada há uma gruta (provavelmente a "toca do lobo", mas na verdade é a caixa do lixo, uma vez que existem inúmeras garrafas, sacos plásticos e tudo o mais que conhecemos por lixo -tristeza). Deve-se atravessar este rio e pegar uma trilha que sai para a direita desse rio e logo começa a subir.

    Logo no início dessa subida há uma bifurcação para a esquerda (pegue-a), a trilha para a direita dará num rio, caso isto aconteça volte.Trinta metros depois dessa bifurcação haverá outra, agora deve-se pegar a direita(há sinalização no pouco mato que existente). A partir daí não há mais nenhuma bifurcação, a vegetação também mudará drasticamente, até então a trilha era sob poucas árvores, agora será apenas sobre tufos de mato e rocha. Em pouco tempo já será possível avistar os Marins/Itaguaré e o Primeiro Destino - Capim Amarelo, além de outros morros locais como o Peito de Moça.

    Segue-se então apenas por cristas até quase o final da travessia. Antes de atingir as encostas do Capim Amarelo deve-se passar por cima de um pequeno morrinho, sendo que é na subida desce morro que existe o último ponto de água, antes dos rios da encosta da Pedra da Mina (morro destino do segundo dia) - há dois pontos d água, um mais afastado da trilha (o primeiro) e um bem próximo, há uns 5-10 min.do primeiro (dê preferência por este). Após uma hora e meia (desde o início) chega-se ao topo do referido morrinho, donde se podem tirar magníficas fotos, bem como observar a estrada que liga Cruzeiro à Passa Quatro. Daí ao Capim Amarelo vão mais duas horas de subida, sempre avistando um morro bem parecido com o Taipabuçu da serra do Ibitiraquire/PR, sendo que os últimos dez minutos da subida voltam a ser sob árvores, podendo-se perceber como o Sol é uma barreira bem pior do que íngremes subidas.

    O Cume do Capim Amarelo é formidável, com vista de 360°. Dele se pode avistar todo o percurso do próximo dia, além dos fantásticos morros da Serra Fina, porém está bem devastado, com inúmeras clareiras para acomodação de barracas (aproximadamente 7 de 2-3 lugares, mais do que isso é aumentar a degradação). O número de clareiras é grande, mas o número de montanhistas é ainda maior, assim em feriados pode ser bom considerar novos destinos para o primeiro dia como as clareiras há 10-15 minutos antes do cume (as quais são mais protegidas, pois ficam em baixo de árvores), ou uma grande clareira, para 3 barracas após 45 min. do cume em direção à Pedra da Mina.

    Dia II - Andar é quase preciso

    Do Capim Amarelo deve-se descer em direção a Pedra da Mina, a trilha volta a ser sob árvores e pelo meio de taquarais. Após meia hora de descida chega-se ao fundo do vale, neste a trilha passa reto. Há inúmeras roubadas, tente se manter no centro, mais dez minutos (de subida) chega-se ao referido acampamento. A partir daí a trilha se torna bem leve. Será por sob árvores até o próximo morro(nesse ínterim há inúmeros locais para acampamento, clareiras gigantes). As encostas desse morro são íngremes e o terreno bem rochoso(o qual continuará até o cume da Pedra da Mina), deve-se seguir os totens para uma subida tranqüila ou sobre névoa/nuvens. A trilha vai por cima da crista desse morro passando por seus inúmeros cumes(com exceção do último) do qual ela se desvia em direção ao destino do segundo dia. Deste ponto tem-se uma bela vista do vale o qual terá que se atravessar para chegar à Pedra da Mina, além da Cascata vermelha (primeiro ponto de água abundante desse segundo dia) e outros morros da região.

    Desse ponto, a trilha desce (aproximadamente 30 minutos) e contorna um pequeno morrinho pela direita (deve ter uns 30metros), logo depois dele pode-se ver a cascata vermelha, para atingi-la deve-se sair da trilha(desvio de 3 minutos!). A água do córrego que abastece essa cachoeira é extremamente carregada de ferro (seu gosto lembra um cano enferrujado), mas caso se atravesse o rio, em poucos minutos pode-se encontrar água sem gosto. Da cachoeira a trilha subirá um outro pequeno morro (desta vez com uns 50/60 metros) em seu cume há duas pedras características que parecem dois pilares. Descendo ele chega-se ao rio Claro (3hrs desde o Capim Amarelo sem paradas). Este riacho é o último ponto d água do segundo dia, aproveite. Dele mais 50 minutos e chega-se ao Cume da 4ª Montanha mais alta do Brasil. Esta última subida é um pouco mais íngreme que aquelas encontradas até então, mas nada de mais. Ela é muito bela, e proporciona vistas incríveis para o lado do Estado de São Paulo, são penhascos e quedas impressionantes.

    O Cume da Pedra da Mina é fora de série, o lugar mais interessante da travessia. No seu ponto mais alto há uma bandeira, um livrinho, e uma marcação de triangulação. Na crista principal há lugar para três barracas de 2-3 lugares, porém há 5 minutos do cume há um local formidável, a cratera como chamam, um local plano de areia onde pode-se colocar umas 12 barracas (se bem montadas de 2-3 lugares), porém em grande parte do ano ele fica encharcado, tendo que se descer mais uns vinte minutos para uma outra área de acampamentos (para umas 6 barracas). A sua face Norte(???é a norte mesmo) proporciona uma vista fantástica do caminho do próximo dia de caminhada, além de uma vista explêndida do Pico dos Três Estados (destino do terceiro dia), Cupim de Boi, Cabeça de Touro, Piolho, Itatiaia, Morro do Couto, Prateleiras, entre outros, os quais serão o fundo durante os próximos dois dias de caminhada. O Sol nasce atrás da serra do Itatiaia, o que é incrível.


    Dia III - Andar, pra quê?

    Neste Dia a trilha inicia com uma forte descida que dura meia hora, dela pode-se observar lindas lacas (heheheh) e paredões. Dela a trilha adentra na temida savana africana , vulgo vale do Ruah, no qual há cortantes capins elefantes do tamanho de seres humanos. Neste vale deve-se procurar por algumas clareiras e depois um rio (todos bem no meio da trilha), o qual deverá ser seguido até começar a virar um canyon (último ponto d água até uma hora antes do final da trilha na fazenda (esqueci o nome)), quando será o momento de sair dele para a direita e subir um pequeno morro (80 metros) para novamente pegar a crista que leva até as encostas dos Três Estados.

    A trilha se Dara por trechos rochosos e de florestas até o cume do Cupim de Boi, no qual a serra acaba, podendo-se ir para a direita (Cabeça de Touro) ou esquerda (Três Estados). Da Pedra da Mina até aqui levam-se 2:30 em ritmo lento. Mal se começa a descer chega-se a uma clareira, desta sobe-se novamente e desce para se encontrar a segunda clareira, onde há bom locar para acampar e se abrigar do sol intenso (são menos de 10 minutos que dividem uma clareira da outra). Desta clareira resta uma hora para se atingir o terceiro destino, por uma íngreme subida com lances em que as mãos podem ser de grande ajuda.

    O cume do Pico dos Três Estados é bem parecido com o do Capim amarelo, apenas a vista é totalmente diferente, mas de resto comporta o mesmo número de barracas. Nele se encontra um Triângulo, o qual cada uma de suas pontas aponta para um dos estados, já que este é o ponto de divisa entre MG, RJ e SP. Dele pode-se observar uma curiosa formação rochosa - o Picú.


    Dia IV - Já acabou???

    Neste último dia a trilha seguirá em direção ao morro Alto dos Ivos. Continuará sendo rochosa e pela crista, antes de atingir o referido morro passará por dois pequenos morrinhos (20-30 metros). Em 1:30 chega-se ao seu cume, o qual é extremamente belo, principalmente para aqueles que estão fazendo a travessia no sentido contrário.Há 30 minutos antes dele, há local para umas 5 barracas (esta é a região mais seca da travessia). Do alto dos Ivos desce-se por 30 minutos, onde se encontrará mais capim elefante, basta seguir reto contornando um pequeno morro pela direita, em mais 15 minutos a trilha entra novamente na floresta, e continua pela crista até cair para a esquerda e acompanhar as encostas de um morro até uma fazenda que se avistava do Alto dos Ivos.

    Nessa floresta encontrar-se-a uma plaquinha, dizendo que andar naquela fazenda sem autorização é proibido e bla-bla-bla, continue sem medo mais 30 minutos e chega-se numa antiga estrada, mais 10 minutos chega-se a uma bica de água, e desta mais uns 5 minutos a uma bifurcação a qual deve-se pegar a esquerda. Uma vez que se chegue a fazenda segue-se para a direita, e em pouco tempo encontra-se a BR. É o fim...

    Veja mais:

    Sol, água e arroz na roubada! - Coluna de Marcelo Brotto
    Rasgando a Serra Fina ao meio!!! Parte 1- Jorge Soto

    Rasgando a Serra Fina ao meio!!! Parte 2- Jorge Soto
    Rasgando a Serra Fina ao meio!!! Parte 3- Jorge Soto


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